As pesquisas para o desenvolvimento de lentes de contato tiveram início no ano de 1508 com Leonardo da Vinci e contaram ao longo das décadas seguintes com a participação de diversos cientistas, dentre os quais René Descartes, Thomas Young, Edwin Saemisch, dentre outros.
As lentes de contato são artefatos usados desde 1887, tendo sido inicialmente fabricadas em vidro. Muitos anos após, surgiram as lentes gelatinosas feitas de polímeros de hidrogel e a evolução das rígidas de vidro deu origem às lentes siliconadas, e posteriormente às lentes fluorcarbonadas, capazes de permitir a oxigenação corneana, o que é fundamental para assegurar que os seus processos metabólicos sejam respeitados. A cada ano são feitos ajustes e modificações nos materiais usados para a confecção de lentes rígidas (duras) e também para das gelatinosas (ou hidrofílicas), visando aumentar a preservação das características corneanas, tais como sua forma, o seu estado de hidratação, e a integridade da mesma, itens que são fundamentais para a manutenção de uma boa visão.
Para cada situação existem lentes de contato mais indicadas, ou seja; aquela que permitirá uma melhor visão e também uma adaptação mais confortável, de acordo com o grau do usuário e também com o perfil profissional e comportamental do mesmo.
Atualmente estima-se que exista em torno de 125 milhões de pessoas no mundo usuárias de lentes de contato, o que equivale a aproximadamente 2% da população mundial. Estes números explicam o enorme empenho dos cientistas e especialistas da área quanto à melhora dos materiais e modelos disponíveis, possibilitando que todos, ou quase todos aqueles que desejem diminuir a sua dependência do uso de óculos, ou mesmo não utiliza-los, tenham à sua disposição algum tipo de lente capaz de atendê-lo.
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